Portugal terra de ninguém


miguel westerberg

miguel westerberg

A monotonia do dia me arrasta para outras paragens, salto de um trabalho para outro, esperando melhores dias… Ainda estou a espera de receber meu ordenado da ultima empresa em que estive. Este mês vou ganhar apenas 430 euros, enfim todo este dinheiro tem q me dar ate ao fim do mês. Um quarto para pagar a onde compartilho com alguns colegas, e dividimos as despeças de: água, luz e gás, no total acaba tudo por ficar cerca de 200 euros.um passe de transporte por volta de 52 euros e pouco ou nada mais sobra.

O meu ultimo trabalho era tão agressivo que estava a entrar em pânico. 12 horas por dia, uma só folga que era na terça-feira, e um salário de merda que mal dá para sobreviver. Sem contrato de trabalho e para complicar tinha que pagar a farda, risos… A vida de um português não é melhor do que um emigrante.  Acreditem.

Ok, tirando isso tudo vai bem e mesmo que não estivesse bem, tenho que fazer por isso, faz parte da vida, correr atrás e  nunca ficar parado, mas viver por viver ai complica. Aqui na terra de ninguém, apenas se vive e não adianta protestar, afinal ninguém nos escuta mesmo. Esta terra esta em completo abandono e os nossos dirigentes estão muito ocupados a fazer cartazes para futuros eleições que se seguem. Uma coisa é certa quer ganhe a direita ou à esquerda, tudo vai ficar na mesma, se não pior.

Temo que a direita ganhe, o motivo é tão simples como beber um copo de água: se os patrões já fazem o que fazem com a esquerda no poder, imaginem com a direita no poder. Acho q tenho que sair do país, temo ser sufocado por tais bestas humanas, que perderam todo respeito pelo seus eleitorados. VOTEM EM NÓS. Mas para que votar se tudo fica sempre na mesma, ou melhor, dizendo, bem pior do que já esta.

Ei por acaso alguém tem ai um emprego para mim? Estou a venda se dentro de um mês não conseguir coisa alguma. Alguém quer um escravo?? Para mal dos meus muitos pecados, só me resta esta opção. Quem sabe assim tenha de comer e vestir. Quanto ao trabalho enfim, um escravo tem que o fazer sem reclamar.

Este é o retrato triste do meu país, um cenário decadente em que um cidadão dito da comunidade européia, vive a margem da miséria e condição humana. Isto não é crise é apenas oportunismo dos que se julgam acima das leis universais dos direitos do homem.

Bom, vou me despedir mais uma vez e fico na esperança que apareça alguém que me convide para escravo, já que é o que me resta.

Bom dia senhor primeiro ministro [Sócrates] e futura senhora das leis absurdas [Ferreira Leito]. Espero não estar aqui para o ano que vem,pois este país vai parecer que nem o TITANIC.

Dr. Miguel Westerberg 2009-09-04 – Portugal terra de ninguém.

~ por miguelwest em 4 de Setembro de 2009.

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