Um apelo aos artistas de todo mundo


Em que ponto exato se encontra arte e seus artistas? Que idéias existem para que arte não morra ou fique como estagnada? Interrogações e nada mais do que interrogações é tudo que temos feito nesta nova era que se nos apresenta, era à global. Se nos predispuser mos ao silencio, se anular mos as nossas metas, idéias ou ideais, então me convenço cada vez mais que nós os artistas: é que estamos a contribuir para que a arte lentamente morra.

Não posso ficar indiferente ao que observo, nem me esconder do resto do mundo quando tantas coisas novas surgem a cada dia. Não posso dizer que vivo numa era que antes deram o nome de contemporânea, quando na verdade estou consciente que o tempo presente em que eu hoje vivo, não é se não, o surgir desta nova era a global. Os artistas da era global tem que se afirmar no seu tempo e descrever o mesmo, recomeçando do ponto de partida de suas vidas a iluminar os que em sua volta estão, para debater e afirmar tais assuntos que correspondem a realidade que nos esta tão patente aos nossos olhos.

Os artistas plásticos estão cegos, os músicos surdos, os escultores passaram a viver na inércia, os escritores agarrados ao passado e sem perspectivas ou novas idéias para o futuro. A calamidade provocada pela inércia neste preciso momento, leva-nos cada vez mais, a nos afastar uns dos outros e deste modo a era que tem surgido aparece no vácuo. Quanto mais nos isolarmos uns dos outros, acabamos por perder uma grande oportunidade que é a de criar algo novo. Sabendo desde sempre que o que é novo só é possível através da união e quando se compartilha idéias ou ideais.

Nós artista do século 21 temos esta obrigação independente do ramo ou do dom que nos foi dado por direito a nascença, para agir em conformidade do meio e do espaço que estamos inseridos. Talvez uma nova geração falara de nós com seres incapaz de ir alem do que era possível ser adquirido. Esperamos por aqueles que são os donos do mundo, esperamos por aqueles que se dizem conhecedores da arte, quando na verdade nós mesmos é que temos a chave para a solução que hoje se nos apresenta. Dizemos constantemente que os donos das galerias não aceitam nossos trabalhos ou os redatores acham os nossos livros e temas sem sentido algum. Acredito plenamente que estamos a dar demasiada força e autoridade para aqueles que nada sabem e nada fazem, antes apenas atrasam o progresso das artes e suas vertentes.

Van Gogh quantas telas vendeu? Picasso quantas humilhações teve que passar para que a sua arte fosse verdadeiramente reconhecida? E tu que ES artista, estas a desistir dos teus sonhos e do propósito que Deus te deu, para dar continuidade e embelezar o mundo com a tua arte.

Esta é a oportunidade que temos de perseguir em frente, mesmo que para isso tenhamos que sofrer muitas humilhações por aqueles que se julgam capazes de entender o que mal entendem e enxergam. Seja bem vindo a nova era a global, e tente fazer hoje mesmo a diferença.

Miguel Westerberg – São Paulo – Brasil – 2008/ 09/ 16

Arte não pode parar

~ por miguelwest em 16 de Setembro de 2008.

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