ARTISTA PLASTICO – Amedeo Modigliani



“Nós, os artistas (desculpe-me o plural), temos direitos diferents das pessoas normais, pois temos necessidades diferentes, que nos colocam acima – é preciso que se afirme e acredite – de sua moral. O seu dever é não se consumir jamais no sacrificio. O seu dever real é salvar seu sonho. A beleza tem seus direitos dolorosos: cria, porém, os mais belos esforços d’alma”
“As personagens de Cézanne, , como as belas estatuas antigas, não tem olhar. As minhas personagens, ao contrario vêem. Elas vêem mesmo quando acreditei que não devia pintar-lhes pupilas; mas, como as personagens de Cézanne, elas não exprimem mais do que muda aquiescencia á vida”. “Aquilo que procuro não é real nem o irreal, e sim o inconsciente, o mistério do que há de institivo na raça humana”. ‘A beleza tem seus direitos dolorosos: cria, porém, os mais belos esforços da alma’… “Nosso único dever é salvar nossos sonhos…”
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“Quando eu conhecer a sua alma poderei pintar seus olhos”
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Nascido na região da Toscana numa família judaica era o quarto e último filho de Flaminio Modigliani. Ainda menino demonstrava interesse pela pintura, no que foi incentivado por sua mãe, Eugenia Garsin, com quem visitava museus de arte e que o matriculou, como aluno, no estúdio de Guglielmo Micheli.
Na infância, sofreu de tifo, o que comprometeu sua saúde pelo resto da vida – mas cujo tratamento forçava-o a constantes viagens e grande intercâmbio cultural até a mudança definitiva a Paris, em 1906. Como outros pintores e artistas, viveu a experiência da extrema pobreza. Por meio dos companheiros de arte, conheceu o poeta polaco Leopold Zborowski , que se tornaria seu melhor e mais devotado amigo, além de incentivador e marchand. Em 1917, Zborowski consegue, para Modigliani, uma exposição individual na galeria Weil. A exposição durou apenas um dia, pois se transformou num escândalo graças ao nus expostos na vitrine da galeria. A grande musa de Amedeo foi Jeanne, com quem teve uma filha, Jeanne, em 1918. Complicações na saúde fazem o pintor viajar para o sul da França com a esposa e a filha, a fim de recuperar-se. Retorna a Paris ao final de 1918. Na noite de 24 de janeiro de 1920, aos 36 anos, Modigliani morre de tuberculose, agravada pelo consumo excessivo de álcool e drogas (haxixe). Foi sepultado no célebre Cemitério do Père-Lachaise. No dia seguinte à morte do pintor, sua esposa Jeanne, grávida de nove meses, suicidou-se ao atirar-se do quinto andar de um edifício.
Leiam o livro “Boêmios”, de Dan Franck. Retrata a vida de Modi, Picasso, Utrillo, Soutine e muitos outros pintores e poetas, na paris de 1900, suas aventuras, seus casos, é como se nós estivessemos presentes lá. E ainda fala do dia que Pablo usou uma tela do Modigliani.

~ por miguelwest em 1 de Dezembro de 2007.

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